Maria und die vierundzwanzig Herzmuscheln

Maria e as vinte e quatro ameijoas

Wolfgang Roth

zweisprachig – bilíngue
Deutsch – Portugiesisch
Alemão – Português

Maria und die vierundzwanzig Herzmuscheln
Der erste Donnerstag im Mai wird mir von den zwei Monaten in Portugal am besten in Erinnerung bleiben. Wir lebten in einem schönen Ferienhaus mitten in einem Dorf an der Algarve mit Blick auf den Atlantik. Da wir uns selbst verpflegen und die portugiesische Küche „rauf und runter“ kochen wollten, waren Einkäufe an der Tagesordnung. Meistens hatte ich keine Probleme damit. Auch dieses Mal nicht. Allerdings gab es ein „kleines“ Hindernis. Und das hieß Maria.

Es begann mit dem Entschluss meiner Frau, das portugiesische Nationalgericht, „Mariniertes Schweinefleisch mit Muscheln“ („carne de porco à Alentejana“), zu kochen. Hierfür benötigt man Herzmuscheln (Amêijoas). Für den Hunger machen die Muscheln nicht viel her, da es sich bei dem Rezept für vier Personen nur um 24 Herzmuscheln handelte. Sechs pro Person. Aber sie sind wichtig für den Geschmack und sehen auch für das Auge gut aus, das bekanntlich „mit isst“.

Mit dem Auftrag meiner Frau, vierundzwanzig Herzmuscheln zu besorgen, fuhr ich zum örtlichen Supermarkt. In der gut sortierten Fischabteilung gab es alles, was das Herz begehrt. Ich zog eine Nummer. Und wartete. Eine von zwei Fischverkäuferinnen, Maria, wie ich mittlerweile erfahren hatte, bediente gerade eine Kundin.
Die andere, Martha, füllte das Eis in den Auslagen auf. Sie machte das sehr akkurat. Und ließ sich dabei nicht drängen. Die Schlange der Wartenden wurde größer. Aber das schien Martha nicht zu stören. Die Kunden störte das offensichtlich auch nicht. Sie warteten. Keiner murrte.

Ich nutzte die Gelegenheit, den Einkaufszettel meiner Frau ins Portugiesische zu übersetzen. Nach einer Weile wechselte Maria einige energische Worte mit Martha. Maria war offensichtlich die Chefin. Eine stämmige resolute Portugiesin, die ihrer Autorität durch die in die Hüfte gestemmten Arme Ausdruck verlieh. Da ich damals nur über vergleichsweise kümmerliche Portugiesisch-Kenntnisse verfügte, konnte ich den Worten von Maria kaum folgen. Einige Bruchstücke bekam ich dennoch mit: „Martha, pára com (Martha, hör auf damit); clientes (Kunden); rápida (weibliche Form von schnell); vamos (auf gehts!).“ In Portugal unterhält man sich in einer anderen Lautstärke, als es Mitteleuropäer gewöhnt sind. Herzliche Begrüßungen sind beispielsweise oft lauter, als hierzulande ein Streit. Aber diese Ansage von Maria an Martha war noch lauter als üblich.

Die Langform könnte gelautet haben: „Martha, jetzt hör‘ doch mal mit dem Eisauffüllen auf. Siehst Du nicht, dass die Kunden schon Schlange stehen? Komm in die Gänge. Auf geht’s!“ Ihre Körpersprache verstärkte das Gesagte. Eilig folgte Martha den Anweisungen von Maria.

Dann war ich an der Reihe. Bei Maria! Ich versuchte, ihr klar zu machen, dass ich nichts Weiteres bräuchte, als vierundzwanzig Herzmuscheln. Der Versuch misslang. Zunächst! Maria hatte die Schaufel in der rechten und die Tüte in der linken Hand. Einfüllbereit. „Vinte e quatro!? Quilos?“ („24 Kilos“), fragte sie nach. Das wäre eine riesige Menge gewesen. Mir wurde schlagartig klar, dass in Portugal kein Mensch in einen Fischladen geht und 24 einzelne Muscheln kauft. Unter einem Kilo geht da gar nichts. Ich räusperte mich verlegen: „“Não, apenas 24 amêijoas.“ („Nein, nur 24 Stück“).“ „Apenas 24?!?“ („Nur 24“). Ihre Stimme hob sich. Die wartenden Kunden wurden aufmerksam. Sie rief ihrer Kollegin, die weiter hinten eine Kundin bediente, zu: „Du Martha, da ist so ein armer Irrer, der will 24 Herzmuscheln kaufen.“ Gut, „armer Irrer“ wird sie vielleicht nicht gesagt haben. Die Portugiesen sind schließlich höflich. Und wenn, hätte ich es ohnehin nicht verstanden.

Martha zuckte mit den Schultern, was ich als Zustimmung für meine Kaufabsicht deutete. Ungefähr so: „Ja und? Dann gib sie ihm.“ Die wartenden Kunden feixten. Einer englischen Touristin neben mir erklärte ich, dass ich nur einen Auftrag meiner Frau ausführe. Ich glaube, sie hat mich verstanden. Maria „gab“ mir die Muscheln, nein, sie warf sie einzeln in die Tüte. „Vinte e quatro!“, rief sie dabei immer wieder, „Vinte e quatro!“ Dabei vergaß sie, die Muscheln zu zählen. Man zählt doch keine Muscheln. Man wiegt sie ab! Sie leerte die Tüte wieder aus und zählte die Muscheln – nun aufreizend langsam – hinein: „Eins, zwei, drei, …., vierundzwanzig“ („Um, deus, três, …., vinte e quatro“). Dann legte sie die Tüte auf die Waage, drückte den Bon aus und überreichte mir beides mit einem mitleidigen Blick. Beim Weggehen sah ich im Augenwinkel, wie Maria den Sachverhalt mit Ihrer Kollegin nochmal ausführlich diskutierte. Die Schlange war jetzt länger als zuvor. Schon am Weinregal stehend hörte ich Maria klagen: „Vinte e quatro!“

Maria e as vinte e quatro amêijoas

Wolfgang Roth / Gloria J. Soares Frank*

Herzmuscheln
Herzmuscheln

A primeira quinta-feira de maio será o dia que melhor ficará gravado na minha memória dos dois meses em Portugal. Vivíamos numa bela casa de férias no meio de uma aldeia no Algarve com vista para o Atlântico. Como queríamos cozinhar e experimentar a culinária portuguesa „toda“, fazer compras era tarefa diária. Normalmente, não tinha problemas com isso. Desta vez também não. No entanto, houve um „pequeno“ obstáculo. E foi a Maria. Começou com a decisão da minha esposa de cozinhar o prato português „carne de porco à Alentejana.“ Para isso, precisa-se de amêijoas. Amêijoas não eram de grande importância porque a receita para quatro pessoas tinha apenas 24 amêijoas. Seis por pessoa. Mas elas são importantes para o gosto, dão bom aspecto, pois os „olhos também comem“.

Com as instruções da minha esposa para obter 24 amêijoas eu fui ao supermercado local. A secção de peixe, bem abastecida, tem tudo o que o coração deseja. Eu tirei um número. E esperei. Uma das duas vendedoras de peixe, sei agora que é a Maria, atendia uma cliente. A outra, Marta, enchia o gelo nas bancas. Ela fazia isso muito bem. E não se apressava. A fila aumentava. Mas isso não parecia incomodar Marta. Os clientes, obviamente, não se incomodavam. Eles esperavam. Ninguém resmungava. Aproveitei a oportunidade para traduzir a lista de compras da minha esposa em português. Depois de algum tempo, Maria trocou algumas palavras sérias com Marta. Maria era, obviamente, a chefe. Uma mulher portuguesa robusta e resoluta que expressou a sua autoridade com as mãos nos seus quadris. Como eu na época não tinha muitos conhecimentos do português, dificilmente podia entender as palavras de Maria. No entanto, percebi alguns fragmentos: „Marta, pára com, clientes, rápida, vamos!“ Em Portugal, as pessoas falam mais alto do que nós europeus estamos habituados na Europa Central. Saudações calorosas, por exemplo, são muitas vezes mais fortes do que uma briga neste país. Mas este aviso de Maria a Marta foi ainda mais alto do que o habitual. A forma longa poderia ter sido: „Marta, agora pára com o encher do gelo. Tu não vês que os clientes já estão a fazer fila? Anda, despacha-te! Vamos!“

Os seus gestos reforçaram o que ela disse. Marta seguiu logo as instruções de Maria.

Entretanto chegou a minha vez. Maria! Tentei dar-lhe a entender que não precisava de mais de 24 amêijoas. A tentativa falhou. Primeiro! Maria tinha a pá na mão direita e o saco na mão esquerda. Pronta. „Vinte e quatro! Quilos?“, perguntou ela. Isso seria uma grande quantidade. De repente percebi que, em Portugal, ninguém vai a uma peixaria comprar 24 amêijoas. Menos de um quilo, não há nada. Eu tossi com constrangimento: „Não, apenas 24 amêijoas „. „Apenas 24?!?“ A sua voz subiu. Os clientes à espera aperceberam-se. Ela gritou para a sua colega, que estava atendendo um cliente mais adiante. “ Marta, há aqui um pobre tolo que quer comprar 24 amêijoas „.

Bem, „pobre tolo“, talvez ela não tenha dito. Os portugueses são verdadeiramente educados. E se ela tivesse dito isso, eu não teria entendido, de qualquer maneira. Marta encolheu os ombros, o que eu interpretei como aprovação para a minha intenção de compra. Algo como isto: „Sim, é? Então venda-lhe isso.“ Os clientes à espera sorriram. Expliquei a uma turista inglêsa ao meu lado que eu só estava a fazer um trabalho para a minha esposa. Eu acho que ela me entendeu.

Maria „deu-me“ amêijoas, não, ela pô-las uma a uma no saco. „Vinte e quatro!“ Ela exclamou uma vez, outra vez, „Vinte e quatro!“ Ela esqueceu-se de as contar. Normalmente ela não conta amêijoas. Ela pesa-as. Ela esvaziou o saco novamente e contou as amêijoas – agora provocativamente, lentamente: „Um, dois, três, …., vinte e quatro.“Então ela pôs o saco na balança, colocou o talão e entregou-mo com um olhar de pena. Quando eu estava a sair, eu vi pelo canto do olho como Maria discutia o assunto com a sua colega em detalhe. A fila ainda era mais longa do que antes. Eu já ia na secção do vinho, quando ouvi Maria queixar-se:“Vinte e quatro!“

*Muito obrigado à minha professora Gloria J. Soares Frank por sua grande ajuda na tradução.  Vielen Dank an meine Lehrerin Gloria J. Soares Frank für Ihre großartige Hilfe bei der Übersetzung.
Texte und Bilder *** Texto e imagens © 2020 Wolfgang Roth *** Maria und die vierundzwanzig Herzmuscheln

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Geschrieben mit Papyrus Autor
https://www.papyrus.de/

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